A notícia gerou grande controvérsia ao ponto de ser solicitada a intervenção do governo para proteger esta parte a herança cultural do país. Mas infelizmente o grande historial e valor tecnológico da empresa e dos seus produtos não foram suficientes para chamar a atenção do Ministro Italiano. Chega assim ao fim, num ambiente de controvérsia e nostalgia o capítulo industrial da MV Agusta.
Na primavera de 1992 o departamento de impressa da Cagiva Motor anunciou a marca MV Agusta era agora propriedade do grupo de Castiglioni. A aquisição da lendária marca pelos empresários mais dinâmicos e determinados da indústria motociclista foi muito bem aceite pelos amantes da marca, visto que garantia o renascimento da MV Agusta.
Para manter a MV Agusta fiel à sua herança, os engenheiros da Cagiva Motor decidiram construir um motor de 3 ou 4 cilindros, uma configuração que ainda não era apanágio dos motociclos europeus. Decidiram pegar num projecto desenvolvido pela Ferrari, conhecido por F4, e desenvolvê-lo com a ajuda dos técnicos e engenheiros da MV Agusta. A produção do novo motor começou ao mesmo tempo que o design dos aspectos estéticos confiados ao mestre Massimo Tamburini, director da CRC (Cagiva Research Centre). O primeiro protótipo ficou completo na véspera da Exposição de Milão de 1997. Os jornalistas ficaram surpreendidos com a maravilha que lhes foi apresentada, a MV Agusta F4. A F4 é a base de todas as versões actualmente disponiveis: a especial Senna, a desportiva SPR e a nova Brutale.
É aqui que a história termina e a era moderna começa.